Dica do Gabriel, do Adivertido.
Um grupo de manifestantes, autodenominados "FTM Ação Futuristas 2007", lançaram garrafas com uma substância que tingiu de vermelho as águas da famosa Fontana di Trevi (Fonte das Trevas) em Roma, Itália.

Pertencentes ao Movimento Futurista, distribuiram panfletos no local com os dizeres: "Queremos que a cor triunfe nessa sociedade cinza e burguesa". Obviamente surpreendeu vários turistas que passavam por ali neste dia deixando a sociedade perplexa e aborrecida.
Radical? Pode-se dizer que sim já que o protesto pode acabar danificando o monumento. Talvez não pensaram nisso. Mas antes de jogar várias pedras vou tentar analisar com um outro ponto de vista.
Buscando um pouco mais sobre o Movimente Futurista encontro o seguinte:
"O futurismo é um movimento artístico e literário, que surgiu oficialmente em 20 de fevereiro de 1909. Os adeptos rejeitavam o moralismo e o passado, e suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX. Os primeiros futuristas europeus também exaltavam a guerra e a violência (isso aqui não é bacana)." Continuando a busca encontrei algo também interessante:
"No primeiro manifesto futurista de 1909, o slogan era Le mots en liberté ("Liberdade para as palavras") e levava em consideração o design tipográfico da época, especialmente em jornais e na propaganda. Eles abandonavam toda distinção entre arte e design e abraçavam a propaganda como forma de comunicação. Foi um momento de exploração do lúdico, da linguagem vernacular, da quebra de hierarquia na tipografia tradicional, com uma predileção pelo uso de onomatopéias."
Lendo este trecho me coloco a pensar que sem dúvida alguma o futurismo foi um grande colaborador para a propaganda e para o marketing que temos atualmente quebrando paradigmas e buscando um avanço artístico, novos caminhos, novas linguagens. Por exemplo, o poeta, artista e pintor italiano Giacomo Balla, também um futurista de 1910, buscava expressar o movimento real em suas pinturas, indo mais além do estático. É possível observar este trabalho no seu quadro "Corrente de cachorro em movimento".
Giacomo Balla, Corrente de cachorro em movimento, 1912.Óleo sobre tela
O movimento na íntegra tem seu radicalismo, já que busca uma "destruição" do passado e uma veneração exarcebada ao futuro, algo que eu não seguiria, mas antes de criticarmos a todo peso, vamos tentar analisar o tipo de protesto e suas intenções.
O movimento, desde o princípio baseou-se muito mais na EXPRESSÃO ARTÍSTICA E LITEÁRIA, não acredito que, nos dias de hoje, irão começar a destruir museus e obras de arte de séculos passados. Penso que foi um ato radical para chamar a atenção para um grupo pequeno que também quer ter sua voz. Não estou defendendo nenhum dos lados, só acho que um protesto não é planejado e feito por pequenas razões. Os meios de comunicação são sensacionalistas e por isso só conseguimos ver superficialmente como os "VÂNDALOS" que mancharam a Fontana di Trevi.
Se pensarmos bem, o mundo anda torto, muita desigualdade, muito consumismo inconsciente, muita probreza escondida atrás de out doors, muito individualismo, e muita alienação. Atitudes assim, que não causem dor ou mortes a nenhum tipo de ser vivo, pode ser que nos ajude a repensar sobre a vida.
E então, vamos refletir a respeito??